segunda-feira, 26 de julho de 2010

"O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida."
Fernando Pessoa
"O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior."
Albert Einstein
"O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade."

Albert Einstein

Dia dos Pais !

PAIS!!

A vocês, que nos deram a vida e nos ensinaram a vivê-la com dignidade, não bastaria um obrigado. A vocês, que iluminaram os caminhos obscuros com afeto e dedicação para que os trilhássemos sem medo e cheios de esperanças, não bastaria um muito obrigado. A vocês, que se doaram inteiros e renunciaram aos seus sonhos, para que, muitas vezes, pudéssemos realizar os nossos. Pela longa espera e compreensão durante nossas longas viagens, não bastaria um muitíssimo obrigado. A vocês, pais por natureza, por opção e amor, não bastaria dizer, que não temos palavras para agradecer tudo isso. Mas é o que nos acontece agora, quando procuramos arduamente uma forma verbal de exprimir uma emoção ímpar. Uma emoção que jamais seria traduzida por palavras.

Amamos vocês!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra."

Bob Marley

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Crônicas !!

A maldição do preconceito e da discriminação

Questão polêmica no mundo inteiro é a relacionada com o preconceito e a discriminação, inegavelmente. O problema é tão sério que no caso do Brasil já estamos obrigados a conviver com duas legislações específicas para o caso. A primeira, de natureza didática, dispõe sobre o preconceito de raça ou de cor. A segunda, que veio em auxílio da primeira, estabelece os casos de injúria grave a prática de crimes de preconceito, discriminação, impondo ao ofensor penalidades de reclusão.

Para exemplificar, citamos aqui o caso envolvendo o cidadão Siegfried Ellwanger, de origem estrangeira, ocorrido no Estado do Rio Grande do Sul. Esse cidadão publicava notícias e mensagens raciais e discriminatórias, com manifestação clara de incitamento e induzimento, semeando em seus leitores sentimentos de ódio, desprezo e preconceito. Para tanto, o "pregador", quando vinha a público, usava atributos pejorativos comparados àqueles em que alguém chama outro de "negro", "preto", "pretão", "negrão", "africano", "judeu", "branquela", etc... As ofensas chagaram a tal ponto que o próprio país foi atingido violentamente: "O Brasil é uma carniça monstruosa ao luar, com uma urubuzada que o devora" – sapecou o incitador.

O problema foi tão grave que, além de tomar as páginas da imprensa gaúcha obrigou o Tribunal de Justiça daquele Estado a adotar uma punição severa, condenatória, entendendo aquela Corte que as agressões diziam respeito à dignidade dos cidadãos, que teria sido execrada publicamente, indistintamente. Em que pese até mesmo o problema social criado, o "pregador" insurgia-se contra preceitos constitucionais, levando a público informações anti-jurídicas.

Sabemos, portanto, que a nossa Constituição Federal assegura a todos o direito de manifestação do pensamento, que nada mais é do que a liberdade de opinar, criticar, discutir, propagar opiniões. Contudo, essa liberdade, conhecida em todos os quadrantes do mundo desde Sócrates à célebre Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, não está imune de limitações. Nos termos expressos no texto constitucional, "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza", punindo-se, assim, a prática de qualquer "discriminação atentatória aos direitos e liberdades", obrigando a todos que residem no país a promoverem o bem, "sem preconceitos de origem, raça, cor, sexo, idade e quaisquer outras formas de discriminação".

Inquestionavelmente que, o caso relatado não se constitui em regra geral. Apesar da gente assistir aqui e acolá alguns ensaios nesse sentido. Nosso povo, penso eu, tem hoje uma outra conscientização, haja vista a ampla discussão em torno do problema do preconceito e da discriminação. Em verdade, para sermos mais conclusivos, o que devemos evitar são os atos ou efeitos de se separar, apartar, segregar, que terminam por gerar suspeitas, intolerância, ódio e aversão á cor, raça, religião, etc...

Modestamente, entendo que a sociedade em geral deve se armar de um espírito igualitário, levando a todos a mensagem de que a prática de preconceitos e discriminações é uma questão de mentalidade corrompida, porque suas formas injuriosas só podem ser invocação satânica, sem as benções de Deus. Mas, à luz do Direito, quer aqui como em qualquer outro país democrático do mundo, nunca é tarde para sempre nos lembrarmos da máxima defendida por KANT, segundo a qual: "Não deixeis calcar impunemente o vosso direito aos pés de outrem".

Fonte: JL/Miguel Dias Pinheiro
"Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa."

Platão
"O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário."

Albert Einstein
"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."

Albert Einstein

Para Refletir !!

Discriminação e preconceito


por Rafael
Muito se fala sobre a discriminação racial no Brasil, mas o que é e até onde se pode considerar? Essa é a pergunta que muitos fazem de si para si mas quase ninguém tem uma resposta plausível ou, no mínimo, interessante. A verdade é que esse é um assunto muito sério em que é possível ver racismo ou preconceito em ambas as partes: do discriminado e do discriminador.

Chegamos a uma época em que a pseudo-democratização vem perdendo forças para um início de ditadura legislativa, ou seja, uma ditadura em que se começa com a própria lei. O nosso ilustríssimo presidente Lula aprova uma lei que garante o encarceiramento de uma pessoa que ofende ou discrimina a condição racial de outra pessoa, se esta o sentir discriminada. Não se pode mais chamar mais algum negro de "negro", e muito menos de "preto". Agora, por lei, pessoas morenas recebem uma demoninação de afro-descendentes ou afro-brasileiros. Esse é o primeiro passo para a censura política da não-liberdade de expressão de nossos pensamentos.

Essa mesma lei, considerada por alguns como íntegra e auxiliadora dos menos favorecidos ou dos reprimidos, ainda apresenta muitas falhas na concepção. Por exemplo, se uma pessoa numa discussão xingar outro de "preto" e este o processar por preconceito, aquele primeiro terá uma prisão inanfiansável; por outro lado, se essa pessoa ao invés de xingar preferir matá-lo é mais jogo: como réu primário ele apenas deverá pagar algumas cestas básicas e prestar serviços comunitários, enquanto responde ao processo em liberdade.

Outro aspecto importante para se tratar é o pré-preconceito existente nos grupos negros. Eu explico: uma pessoa negra andando por aí com uma camisa escrita "100% negro" é perfeitamente normal. Agora, se uma pessoa branca andar com uma camisa "100% branco" e um negro se sentir ofendido (mesmo se não o for) é considerado discriminação; pior ainda seria se essa mesma pessoa branca andar com uma camisa "100% negro"... dará um trelelê danado.

Mas não é só nas ruas que esse tipo de coisa acontece: temos exemplos no mundo virtual. Há poucos dias, o Google Brasil recebe um intimado do Ministério Público Federal de São Paulo para ajudar nas investigações e no monitoramento de comunidades que pregam idéias preconceituosas ou fazem apologia às drogas no Orkut. O Google Brasil diz que nada tem a ver com o monitoramento do Orkut, e que só a matriz da empresa nos Estados Unidos tem o poder de monitorá-los. Mesmo assim, é melhor ter muito cuidado com o que dissemos nas comunidades, tomando o maior cuidado para não entrar em comunidades preconceituosas que poderão algum dia ser monitoradas pelo Ministério Público: se houver alguma mensagem no mínimo maliciosa, já se pode considerar preconceituosa. E não apenas preconceito racial, mas também - e não menos importante - preconceito social e religioso. Eis aí o nosso país democrático e livre.

O melhor a fazermos, pois, é saber com quem falamos e como falamos, porque mesmo se alguém esbarrar em outro dentro de um ônibus lotado, já é motivo para discussão e briga. Antes de tudo, devemos nos controlar e utilizar a conversa séria e calma para não haver mais nenhum problema com isso.

Devemos ter a consciência que pelo menos no Brasil, há muita mistura de povos e raças que fazem um país com uma pluralidade étnica impressionante. Por isso, você que se considera "branco" ao falar dos "negros" lembre-se que você também tem uma parte dessa raíz afro-descendente na sua família, direta ou indiretamente. Se você tiver algum preconceito racial, então você também tem um preconceito por si próprio. porque você também faz parte dessa raça negra, pois no Brasil, ninguém é genuinamente "branco".

Quanto ao preconceito generalizado (racial, religioso, social) todos nós temos mas não gostamos de adimitir. Se você não gosta de um grupo social, os rockeiros por exemplo, então terá preconceito e uma certa distância deles. Você até pode conviver com algum rockeiro, mas você não o aceitará.. De uma maneira mais branda, isso também é considerado discriminação.

Uma sociedade em que todos respeitam a diferença do próximo é utópica, mas pelo menos podemos fazer muito para conscientizar a todos sobre nossa homogeneidade.. O primeiro passo é mudar a nós mesmos e tentar acabar com nossos preconceitos - seja ele racial, religioso ou social. O próximo passo se segue e podemos então construir um mundo um pouco melhor
para se viver.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Para Rir !!




Cultura !!
















O CONTADOR DE HISTÓRIAS



Gênero: Drama
Duração: 100 minutos

Elenco:

Maria de Medeiros
Daniel Henrique
Paulinho Mendes
Cleiton Santos
Malu Galli
Ju Colombo
Daniel Henrique da Silva
Ricardo Perpétuo
Matheus de Freitas


Sinopse:


'O Contador de Histórias' gira em torno da trajetória de Roberto Carlos, um menino pobre de Belo Horizonte que, durante a década de 70, cresce em uma entidade assistencial para menores então recém-criada pelo governo. Entre fugas e capturas, ele é considerado irrecuperável por seus educadores. A vida do garoto, porém, muda quando ele conhece a pedagoga francesa Margherit (Maria de Medeiros, de Pulp Fiction), que vem ao Brasil para realizar uma pesquisa. Juntos, aprendem importantes lições um com o outro, que mudarão as vidas de ambos para sempre.



Curiosidades:


» Com direção de Luis Villaça e produção de Denise Fraga e Francisco Ramalho Jr., O Contador de Histórias inspira-se na história real de Roberto Carlos Ramos, ex-menino de rua que se transformou em professor e contador de histórias, ofício no qual é hoje considerado um dos melhores do mundo.










Um Pouco Mais !!

Roteiro Para a Leitura da Crônica
1- O autor tratou de um assunto do cotidiano? Utilizou os elementos básicos da narrativa?
Resposta: Sim a morte, sim pois o cronista conta como ocorreu a triste situação.
2- A opção do ponto de vista ( 1ª pessoa ou 3ª pessoa ) foi mantida até o final?
Resposta: O cronista usa a opção 1ª pessoa, pois conta o a sua impressão.
3- O titulo e o desfecho estão interessantes?
Resposta: Sim, pois o cronista conta no titulo que o sujeito usado na crônica é uma pessoa (Wilson Bueno) buena (noturna), sem contar com o sobrenome do sujeito.
4- Há uma visão pessoal do autor a respeito do que é enfocado na crônica?
Resposta: Sim, pois ele fala que sente muito por essa perda e diz que não se perde o profissional, mas o amigo.
5- Há alguma observação que sirva para o leitor?
Resposta: Sim, o cronista fala que a perda é uma coisa muito dolorosa.
6- Outras observações:
- O cronista mostra que na hora da morte a única lembrança que temos é do amigo.
- A morte é uma coisa "comum", mas quando acontece machuca.
Obs: Para resolver esse roteiro usei a crônica "Noturno em em silêncio maior." de Joel Gehlen.