quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"A rosa de Hiroxima

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada."

Vinícius de Moraes

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pérolas no Enem 2009...

1) “o problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já se estalaram na floresta.” (percussão e estalos. Vai ficar animado o negócio)

2) “A amazônia é explorada de forma piedosa.” (boa)

3) “Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar o planeta.” (tamo junto nessa, companheiro. Mais juntos, impossível)

4) “A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu.” (e na velocidade 5!)

5) “Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta.” (pra deixar bem claro o tamanho da destruição)

6) “O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação.” (pleonasmo é a lei)

7) “Espero que o desmatamento seja instinto.” (selvagem)

8) “A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo.” (o verdadeiro milagre da vida)

9) “A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta.” (também fiquei emocionado com essa)

10) “Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis.” (todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um livro, e realizar uma árvore renovável)

11) “Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas.” (esqueceu que também ficam sem o home theater e os dvd’s da coleção do Chaves)

12) “Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna.” (amém)

13) “Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza.” (e as renováveis?)

14) “A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica.” (deve ser culpa da morte ecológica)

15) “A amazônia tem valor ambiental ilastimável.” (ignorem, por favor)

16) “Explorar sem atingir árvores sedentárias.” (peguem só as que estiverem fazendo caminhadas e flexões)

17) “Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia.” (o quê?)

18) “Paremos e reflitemos.” (beleza)

19) “A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas.” (onde está o Guarda Belo nessas horas?)

20) “Retirada claudestina de árvores.” (caraulio)

21) “Temos que criar leis legais contra isso.” (bacana)

22) “A camada de ozonel.” (Chris O’Zonnell?)

23) “a amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor.” (a solução é colocar lá o pessoal da Zorra Total pra cortar árvores)

24) “A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração.” (para fabricar o papel que ele fica escrevendo asneiras)

25) “A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável.” (campeão da categoria “maior enchedor de lingüiça”)

26) “Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação.” (NÃO!)

27) “Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises.” (gênio da matemática)

28) “A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes.” (red bull neles - dizem as árvores)

29) “O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório.” (ótima)

30) “O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando.” (subindo!)

31) “Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc.” (deve ser a globalização)

32) “Convivemos com a merchendagem e a politicagem.” (gzus)

33) “Na cama dos deputados foram votadas muitas leis.” (imaginem as que foram votadas no banheiro deles)

34) “Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia.” (oh god)

35) “O que vamos deixar para nossos antecedentes?” (dicionários)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Texto Dicertativo....

Rigor, não insensibilidade

"Vivendo entra feras, o homem precisa ser fera."
O homem está hostil.
Hoje, na realidade, o homem é um ser muito judiado, com o tempo ele se acostuma com o sofrimento, e acaba judiando seus semelhantes. A sociedade acaba vivendo uma selva, assim, o homem vira uma "fera" para sobreviver.
Pensar que o homem não tem culpa é extremamente errado pois o homem é o único animal que raciocina, sabe o que é certo e errado, tem valores e princípios.
Ser maldoso e insensível não é a melhor saída, mas ter ética, responsabilidade, caráter e rigor é a melhor saída para se viver em uma sociedade "bruta".

Autora: Heloysa Beatriz Rampelotti



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Crônicas

AINDA ME LEMBRO DAQUELE TEMPO

As minhas férias de Julho sempre foram muito boas, mas semelhantes, até que um dia mudou para sempre.
Lembro-me que até o ano passado andava pelas movimentadas praças de minha cidade acompanhada de meu avô que, junto a mim, prestigiavao festival de dança.
Esse porém foi diferente, o meu avô foi vítima de uma doença e acabo falecendo, dexando as lembrnças engraçadas em minha memória.
E ao passar em lugares que costumá vamos frequentar, acabo rindo sozinha de um dito popular que ele citava; "Deixa jacaré, um dia a lagoa seca e você vai beber lá na minha bica."
Este mês está fazendo um ano da morte dele.Agradeço a João Rampelotti pelos dias felizes que el me proporcionou.

AUTORA: Heloysa Beatriz Rampelotti

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida."
Fernando Pessoa
"O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior."
Albert Einstein
"O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade."

Albert Einstein

Dia dos Pais !

PAIS!!

A vocês, que nos deram a vida e nos ensinaram a vivê-la com dignidade, não bastaria um obrigado. A vocês, que iluminaram os caminhos obscuros com afeto e dedicação para que os trilhássemos sem medo e cheios de esperanças, não bastaria um muito obrigado. A vocês, que se doaram inteiros e renunciaram aos seus sonhos, para que, muitas vezes, pudéssemos realizar os nossos. Pela longa espera e compreensão durante nossas longas viagens, não bastaria um muitíssimo obrigado. A vocês, pais por natureza, por opção e amor, não bastaria dizer, que não temos palavras para agradecer tudo isso. Mas é o que nos acontece agora, quando procuramos arduamente uma forma verbal de exprimir uma emoção ímpar. Uma emoção que jamais seria traduzida por palavras.

Amamos vocês!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra."

Bob Marley

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Crônicas !!

A maldição do preconceito e da discriminação

Questão polêmica no mundo inteiro é a relacionada com o preconceito e a discriminação, inegavelmente. O problema é tão sério que no caso do Brasil já estamos obrigados a conviver com duas legislações específicas para o caso. A primeira, de natureza didática, dispõe sobre o preconceito de raça ou de cor. A segunda, que veio em auxílio da primeira, estabelece os casos de injúria grave a prática de crimes de preconceito, discriminação, impondo ao ofensor penalidades de reclusão.

Para exemplificar, citamos aqui o caso envolvendo o cidadão Siegfried Ellwanger, de origem estrangeira, ocorrido no Estado do Rio Grande do Sul. Esse cidadão publicava notícias e mensagens raciais e discriminatórias, com manifestação clara de incitamento e induzimento, semeando em seus leitores sentimentos de ódio, desprezo e preconceito. Para tanto, o "pregador", quando vinha a público, usava atributos pejorativos comparados àqueles em que alguém chama outro de "negro", "preto", "pretão", "negrão", "africano", "judeu", "branquela", etc... As ofensas chagaram a tal ponto que o próprio país foi atingido violentamente: "O Brasil é uma carniça monstruosa ao luar, com uma urubuzada que o devora" – sapecou o incitador.

O problema foi tão grave que, além de tomar as páginas da imprensa gaúcha obrigou o Tribunal de Justiça daquele Estado a adotar uma punição severa, condenatória, entendendo aquela Corte que as agressões diziam respeito à dignidade dos cidadãos, que teria sido execrada publicamente, indistintamente. Em que pese até mesmo o problema social criado, o "pregador" insurgia-se contra preceitos constitucionais, levando a público informações anti-jurídicas.

Sabemos, portanto, que a nossa Constituição Federal assegura a todos o direito de manifestação do pensamento, que nada mais é do que a liberdade de opinar, criticar, discutir, propagar opiniões. Contudo, essa liberdade, conhecida em todos os quadrantes do mundo desde Sócrates à célebre Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, não está imune de limitações. Nos termos expressos no texto constitucional, "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza", punindo-se, assim, a prática de qualquer "discriminação atentatória aos direitos e liberdades", obrigando a todos que residem no país a promoverem o bem, "sem preconceitos de origem, raça, cor, sexo, idade e quaisquer outras formas de discriminação".

Inquestionavelmente que, o caso relatado não se constitui em regra geral. Apesar da gente assistir aqui e acolá alguns ensaios nesse sentido. Nosso povo, penso eu, tem hoje uma outra conscientização, haja vista a ampla discussão em torno do problema do preconceito e da discriminação. Em verdade, para sermos mais conclusivos, o que devemos evitar são os atos ou efeitos de se separar, apartar, segregar, que terminam por gerar suspeitas, intolerância, ódio e aversão á cor, raça, religião, etc...

Modestamente, entendo que a sociedade em geral deve se armar de um espírito igualitário, levando a todos a mensagem de que a prática de preconceitos e discriminações é uma questão de mentalidade corrompida, porque suas formas injuriosas só podem ser invocação satânica, sem as benções de Deus. Mas, à luz do Direito, quer aqui como em qualquer outro país democrático do mundo, nunca é tarde para sempre nos lembrarmos da máxima defendida por KANT, segundo a qual: "Não deixeis calcar impunemente o vosso direito aos pés de outrem".

Fonte: JL/Miguel Dias Pinheiro
"Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa."

Platão
"O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário."

Albert Einstein
"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original."

Albert Einstein

Para Refletir !!

Discriminação e preconceito


por Rafael
Muito se fala sobre a discriminação racial no Brasil, mas o que é e até onde se pode considerar? Essa é a pergunta que muitos fazem de si para si mas quase ninguém tem uma resposta plausível ou, no mínimo, interessante. A verdade é que esse é um assunto muito sério em que é possível ver racismo ou preconceito em ambas as partes: do discriminado e do discriminador.

Chegamos a uma época em que a pseudo-democratização vem perdendo forças para um início de ditadura legislativa, ou seja, uma ditadura em que se começa com a própria lei. O nosso ilustríssimo presidente Lula aprova uma lei que garante o encarceiramento de uma pessoa que ofende ou discrimina a condição racial de outra pessoa, se esta o sentir discriminada. Não se pode mais chamar mais algum negro de "negro", e muito menos de "preto". Agora, por lei, pessoas morenas recebem uma demoninação de afro-descendentes ou afro-brasileiros. Esse é o primeiro passo para a censura política da não-liberdade de expressão de nossos pensamentos.

Essa mesma lei, considerada por alguns como íntegra e auxiliadora dos menos favorecidos ou dos reprimidos, ainda apresenta muitas falhas na concepção. Por exemplo, se uma pessoa numa discussão xingar outro de "preto" e este o processar por preconceito, aquele primeiro terá uma prisão inanfiansável; por outro lado, se essa pessoa ao invés de xingar preferir matá-lo é mais jogo: como réu primário ele apenas deverá pagar algumas cestas básicas e prestar serviços comunitários, enquanto responde ao processo em liberdade.

Outro aspecto importante para se tratar é o pré-preconceito existente nos grupos negros. Eu explico: uma pessoa negra andando por aí com uma camisa escrita "100% negro" é perfeitamente normal. Agora, se uma pessoa branca andar com uma camisa "100% branco" e um negro se sentir ofendido (mesmo se não o for) é considerado discriminação; pior ainda seria se essa mesma pessoa branca andar com uma camisa "100% negro"... dará um trelelê danado.

Mas não é só nas ruas que esse tipo de coisa acontece: temos exemplos no mundo virtual. Há poucos dias, o Google Brasil recebe um intimado do Ministério Público Federal de São Paulo para ajudar nas investigações e no monitoramento de comunidades que pregam idéias preconceituosas ou fazem apologia às drogas no Orkut. O Google Brasil diz que nada tem a ver com o monitoramento do Orkut, e que só a matriz da empresa nos Estados Unidos tem o poder de monitorá-los. Mesmo assim, é melhor ter muito cuidado com o que dissemos nas comunidades, tomando o maior cuidado para não entrar em comunidades preconceituosas que poderão algum dia ser monitoradas pelo Ministério Público: se houver alguma mensagem no mínimo maliciosa, já se pode considerar preconceituosa. E não apenas preconceito racial, mas também - e não menos importante - preconceito social e religioso. Eis aí o nosso país democrático e livre.

O melhor a fazermos, pois, é saber com quem falamos e como falamos, porque mesmo se alguém esbarrar em outro dentro de um ônibus lotado, já é motivo para discussão e briga. Antes de tudo, devemos nos controlar e utilizar a conversa séria e calma para não haver mais nenhum problema com isso.

Devemos ter a consciência que pelo menos no Brasil, há muita mistura de povos e raças que fazem um país com uma pluralidade étnica impressionante. Por isso, você que se considera "branco" ao falar dos "negros" lembre-se que você também tem uma parte dessa raíz afro-descendente na sua família, direta ou indiretamente. Se você tiver algum preconceito racial, então você também tem um preconceito por si próprio. porque você também faz parte dessa raça negra, pois no Brasil, ninguém é genuinamente "branco".

Quanto ao preconceito generalizado (racial, religioso, social) todos nós temos mas não gostamos de adimitir. Se você não gosta de um grupo social, os rockeiros por exemplo, então terá preconceito e uma certa distância deles. Você até pode conviver com algum rockeiro, mas você não o aceitará.. De uma maneira mais branda, isso também é considerado discriminação.

Uma sociedade em que todos respeitam a diferença do próximo é utópica, mas pelo menos podemos fazer muito para conscientizar a todos sobre nossa homogeneidade.. O primeiro passo é mudar a nós mesmos e tentar acabar com nossos preconceitos - seja ele racial, religioso ou social. O próximo passo se segue e podemos então construir um mundo um pouco melhor
para se viver.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Para Rir !!




Cultura !!
















O CONTADOR DE HISTÓRIAS



Gênero: Drama
Duração: 100 minutos

Elenco:

Maria de Medeiros
Daniel Henrique
Paulinho Mendes
Cleiton Santos
Malu Galli
Ju Colombo
Daniel Henrique da Silva
Ricardo Perpétuo
Matheus de Freitas


Sinopse:


'O Contador de Histórias' gira em torno da trajetória de Roberto Carlos, um menino pobre de Belo Horizonte que, durante a década de 70, cresce em uma entidade assistencial para menores então recém-criada pelo governo. Entre fugas e capturas, ele é considerado irrecuperável por seus educadores. A vida do garoto, porém, muda quando ele conhece a pedagoga francesa Margherit (Maria de Medeiros, de Pulp Fiction), que vem ao Brasil para realizar uma pesquisa. Juntos, aprendem importantes lições um com o outro, que mudarão as vidas de ambos para sempre.



Curiosidades:


» Com direção de Luis Villaça e produção de Denise Fraga e Francisco Ramalho Jr., O Contador de Histórias inspira-se na história real de Roberto Carlos Ramos, ex-menino de rua que se transformou em professor e contador de histórias, ofício no qual é hoje considerado um dos melhores do mundo.










Um Pouco Mais !!

Roteiro Para a Leitura da Crônica
1- O autor tratou de um assunto do cotidiano? Utilizou os elementos básicos da narrativa?
Resposta: Sim a morte, sim pois o cronista conta como ocorreu a triste situação.
2- A opção do ponto de vista ( 1ª pessoa ou 3ª pessoa ) foi mantida até o final?
Resposta: O cronista usa a opção 1ª pessoa, pois conta o a sua impressão.
3- O titulo e o desfecho estão interessantes?
Resposta: Sim, pois o cronista conta no titulo que o sujeito usado na crônica é uma pessoa (Wilson Bueno) buena (noturna), sem contar com o sobrenome do sujeito.
4- Há uma visão pessoal do autor a respeito do que é enfocado na crônica?
Resposta: Sim, pois ele fala que sente muito por essa perda e diz que não se perde o profissional, mas o amigo.
5- Há alguma observação que sirva para o leitor?
Resposta: Sim, o cronista fala que a perda é uma coisa muito dolorosa.
6- Outras observações:
- O cronista mostra que na hora da morte a única lembrança que temos é do amigo.
- A morte é uma coisa "comum", mas quando acontece machuca.
Obs: Para resolver esse roteiro usei a crônica "Noturno em em silêncio maior." de Joel Gehlen.

segunda-feira, 28 de junho de 2010


"OS TERRORISTAS"
Moacyr Scliar


Era um professor duro, exigente e implacável.As provas eram feitas sem aviso prévio.Todos os trabalhos valiam
nota e eram corrigidos segundo os critérios mais rigorosos.Resultado:no fim do ano quase todos os alunos estavam à beira da reprovação.As notas que ele anotava cuidadosamente no livro de chamada era as mais baixas possíveis.O que fazer?.Reuniram-se todos os das no bar em frente ao colégio, para discutir a situação, mas nada lhes ocorria.Até que um deles teve uma ideia brilhante.
O livro de chamada.A solução estava ali:tinham de se apossar do livro de chamada e mudar as notas.
Um 0 poderia se transformar em 8.Um 1 poderia virar 7 ( ou 10,dependendo do grau de ambição).
O problema era pegar o livro, que o professor não largava nunca, nem mesmo para ir ao banheiro.
Aparentemente só uma catástrofe poderia seperá-los.
Recorreram,pois, a catástrofe.
Um dos alunos telefonou do orelhão em frente ao colégio, avisando que havia um principio de incêndio na casa do professor.Avisado, o pobre homem saiu correndo da sala de aula, deixando sobre a mesa o famigerado livro de presenças.
Acreditareis se eu disser que ninguém tocou no livro?
Ninguém tocou no livro.Os rapazes se olhavam,mas nenhum
deles tomou a iniciativa de mudar as notas.Às vezes a consciência pesa mais que a ameaça da reprovação.












Crônicas



A Última Crônica
Fernando Sabino



A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café
junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever.

A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um.

Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida.

Visava ao circunstancial, ao
episódio. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de
esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico,
torno-me simples espectador e perco a noção do essencial.
Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o
verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último
poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar
fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de
sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha
de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas
curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres
esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da
família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam
para algo mais que matar a fome.

Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro
que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom,
inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um
pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando
imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta
para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a
reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu
lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão
apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho -- um bolo
simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia
triang ular.

A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de
Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente.
Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e
filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O
pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os
observa além de mim.

São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta
caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola,
o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto
ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra
com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa.
A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas
e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura --
ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de
bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim,
satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido -- vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.

Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

Crônicas

O Amor Acaba

O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova York; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

Paulo Mendes Campos

Um Pouco Mais !!

De Gênero Jornalistico a Gênero Literário!!

Nem todas as crônicas resistem ao tempo. Publicadas em jornais e revistas, são lidas apenas uma vez e, em geral, esquecidas pelo leitor. A crônica leterária, no entanto, tem longa duraçâo e é sempre apreciada pelo estilo de quem escreve e pelo abordado.

Um Pouco Mais !!



Um Olhar Atento Sobre o Cotidiano !!


A crônica é um gênero que ocupa o espaço do entretenimento, da reflesão mais leve. É colocada com uma pausa para o leitor, fatigado de textos mais densos. Na revistas, por exemplo, em geral é estampado na última página.

Ao escrever, os cronistas buscam envolvem e emocionam seus leitores, convidando-os a refletir, de modo sutil, sobre situações do cotidiano, vistas por meios de olhares irônicos, sérios ou poéticos, mas sempre agudos e atentos.

Um Pouco Mais !!

Ainda Sobre Crônica !!


Trata de um assunto da vida cotidiana, que acontece ou pode acontecer no dia a dia de cada um.

Torna-se interessante ao leitos quando é "filtrado" pelos olhos sensiveis do cronista, que procura revelar os aspectos humorísticos irônicos, poéticos ou inusitados que se escondem atrás dessa aparente banalidade.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Crônicas


Crônicas da Vida Escolar

Meu diário notável de experiências relatáveis. Talvez ajude alguém, senão, pelo menos, para dizer como não fazer, como não ser e como não aprender. Ninguém pode impedir que eu conte o que aconteceu comigo, apenas tenha cuidado para não tropeçar nas covas profundas de minhas "pisadas".

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Você Sabia??




O QUE É CRÔNICA?

Existem diversos tipos de crônicas: jornalistica,desportiva, politica...mas de um modo geral, podemos dizer que uma crônica é um texto em que o cronista escolhe determinados fatos de um assunto, e analisa o dando opiniões.

De um modo mais simples podemos dizer que uma crónica é uma especie de conversa em que o autor tenta demonstrar o seu ponto de vista.